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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Reencontro dos “plinianos”


Reencontro dos “plinianos”

O evento já se torna uma tradição

Por Daniela Santos

Os alunos da E. E. Prof. Plínio Paulo Braga desde 2017 organizam confraternização com ex-alunos e ex-funcionários da escola. O primeiro encontro foi noticiado por um jornal local da cidade de Guarulhos, os outros podem ser acompanhados no Youtube, nas Páginas Taboão em Foco ou  Amigos do “Plínio Paulo Braga”.
Além de ser importante momento de descontração, o reencontro proporciona a todos os envolvidos a manutenção da memória da escola, pois estão presentes várias gerações num único espaço. Momento oportuno para troca de vivências de colegas de tempo de escola, de matar as saudades dos ex-professores, de rever pessoas queridas assim como de interagir novamente com elas.
Estão à frente desse extraordinário projeto os ex-alunos Luís, José Alexandrone, Meg (Margarete) e Jurandir, todos eles alunos da década de 1970 a 1980.
O evento é realizado desde sua fundação em lugares diversificados, após negociação com a diretora Conceição, os encontros ocorrerão na própria unidade de ensino, fomentando assim o sentimento de pertencimento.
  Envolver cada vez mais a comunidade, nessa incansável busca em remontar a história da escola, é elemento primordial para que os laços afetivos se tornem mais duradouros. O encontro comemorativo proporciona unir diversas histórias ocorridas no chão da escola. Memórias compartilhadas, vivas e eternizadas.


Matéria do Primeiro Encontro (página 4):

domingo, 30 de setembro de 2018

Primeiro mimeógrafo da escola

Professora Linda Maluli relata à Rosa Chimoni em sua obra Transversais Versões, vol. 2, a passagem pelo Plínio na década de 1960.  É com muita satisfação que acrescentamos o trecho desta valiosa história, para juntos, rememorarmos essa época tão especial.


"Em 13 de julho de 1962 ingressei no Magistério Público do Estado de São Paulo por pontos.  Principalmente pelos obtidos na alfabetização de adultos. Minha primeira escola nesta fase efetiva foi o Grupo Escolar Plínio Paulo Braga no Taboão que era considerado zona rural. Hoje ali é bairro bastante desenvolvido e populoso. O antigo grupo escolar é a E. E. Plínio Paulo Braga.
Na época a Avenida Otávio Braga de Mesquita que conduzia ao Taboão não tinha asfalto.  Quando chovia descíamos do ônibus e percorríamos a pé a ladeira de 2 km. O ônibus não podia descer... Eu amava a escola e os alunos. Exerci a profissão plenamente.  Tive um aluno convulsivo e quando começava a crise eu o levava para fora da classe. Ele ficava deitado no chão e eu lhe segurava as pernas com as minhas. Muitas vezes vinha outra professora que segurava seu rosto para que não se machucasse. O restante da classe continuava as lições normalmente. Naquele tempo era assim: respeito.
O computador e a impressora nessa época eram o mimeógrafo e não tínhamos na escola. O mimeógrafo era um aparelho pesado e retangular que possuía 2 rolos de feltro e uma almofada que deveria ser embebida no álcool. A matriz era colocada num dos rolos com o texto ou desenho preso ao contrário. No outro rolo o papel sulfite se encaixava. Entre eles se girava a manivela e o texto ou desenho saía impresso do outro lado no sulfite em preto e branco. Na verdade azul ou roxo dependendo do estêncil usado. Era um trabalhão mas era o máximo de tecnologia existente.
Conversei com o diretor professor José Carlos. Pedi para fazermos o dia da pipoca e assim arrecadaríamos dinheiro para comprar um mimeógrafo. Ele achava que não daria certo.
O bairro era muito pobre e as crianças não teriam dinheiro. Depois de muita insistência consegui autorização. Divulguei e fiz propaganda. Falava a toda hora do dia da pipoca. Mesmo aquela região sendo muito carente vendemos pipoca o dia inteiro. No final do dia conseguimos a quantia necessária para a compra desejada. O primeiro mimeógrafo do Plínio Paulo Braga."

Na foto: Professores (as) Edson, Margarida, Darci,  Ditinha, Joana, Linda Maluli e o diretor Jose Carlos.
Transversais Versões 2, página 118.

Biografia da docente Linda Maluli

    Filha de libaneses imigrantes, nascida dia 17 de agosto de 1940, na cidade de Tupã, interior de São Paulo. Iniciou os estudos na cidade Flórida Paulista, frequentando a Escola Estadual Flórida Paulista. Em 15 de novembro de 1950, a família se muda para Guarulhos, bairro na época precário.  Retornou os estudos na cidade, no grupo escolar de Gopouva que só possuía a terceira série, transferindo-se depois para o Capistrano de Abreu.
    Depois, através de um exame de admissão, estuda no Ginásio Estadual de Guarulhos que funcionava à noite no mesmo prédio do Capistrano. Na época, só existia esse ginásio e não existia diurno. Concluindo a quarta série colegial, e como não tinha escola que desse continuidade, estudou no Instituto Feminino de Educação Padre de Anchieta no Pari, São Paulo em 1957. Nesse mesmo ano começa a ministrar aulas no curso de alfabetização de adultos, fazendo parte do quadro voluntário do Grupo Escolar de Gopouva, onde já estudava.
    Se forma em 1959 como professora. Antes de efetivar, ministrou aulas na Escola Mista do Jardim Santa Bárbara e era professora-aluna em 1956. Escola Mista do Lar Santo Antônio hoje Colégio Virgo Potens em 1961 e no ano seguinte na Escola Mista Santa Catarina até julho.
   Em 1962 se efetiva no Grupo Escolar Plínio Paulo Braga, removendo-se no ano de 1969 para o Grupo Escolar Capistrano de Abreu. Em 1971 é designada a assumir um cargo para responder pela direção do 3º Ginásio Estadual de Guarulhos que funcionava à noite no mesmo prédio do Grupo Escolar da Vila Flórida.
  Efetivou de 1963 a 1965 no Sesi, exonerando em seguida para cursar Pedagogia em São José dos Campos.
  Por volta de 1971 ou 1972, muda-se para a EEPG de Gopouva. Após uma nova reforma educacional tornou-se simplesmente E. E.  Annita Saraceni. Hoje está extinta e em seu prédio funciona a Diretoria de Ensino Estadual Guarulhos Sul. Nesta Unidade Escolar, a professora Linda Maluli se aposentou do Estado em 1987.
   Também ministrou aulas na prefeitura de São Paulo mas exonerou quando passou em um concurso de docente em 1980 para o Estado.
   O método de ensino da professora tinha um pouco do pensamento de Aristóteles, com a pedagogia peripatética, pois ela relacionava as áreas de conhecimento um humano com os elementos da natureza, não tinha quadra e as brincadeiras antigas, como pular corda, amarelinha, eram inclusas. Não tinham professores de arte e a docente ficava nessa tarefa de ministrar essas aulas. Eram tempos simples, mas gloriosos, tempos de nostalgia pura. Os dias de hoje foram construídos por muitos homens e mulheres. E a docente Linda Maluli faz parte dessa história, não apenas pela sua dedicação a educação, mas para a história da escola Plínio Paulo Braga.

Reginaldo Ap. Pignatari





Disponível em:  https://www.guarulhos.sp.gov.br/sites/default/files/transversais_versoes_2.pdf, p. 123-124.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

À Sônia Carbajo toda nossa gratidão

Professora Sônia Carbajo de Oliveira Faria (21/02/1953 - 21/07/2018)

     Falece nesse sábado aos 65 anos, dia 21 de julho, a ex-professora de Educação Artística do Plínio. Ela trabalhou na escola no final da década de 70 a inícios de 80. Deixa a todos que foram honrados a conviver em sua presença muitas saudades. 
     Sônia Carbajo era docente na E. E. Profa. Alice Chuery entre o ano de 1976 a 1998, passando também pela E. E. Dona Brasília Castanho de Oliveira em 2006. Fez carreira em Guarulhos e em outros municípios de São Paulo.
     A missa de sétimo dia está marcada para o sábado, 28, às 19h30 na Igreja da Vila Maria. Rua da Gloria, 95 - Vila Maria , Bragança Paulista.
       Em Guarulhos haverá a celebração da missa em sua memória a pedido de seu ex-aluno Zé Luiz Alexandroni, na Paróquia Santa Cruz do Taboão, dia 31/07 às 19:30 (Missa da esperança). Zé Alexandroni relata que este espaço foi palco de diversas colações de grau: "Acho o local ideal  por ter sido cenário de várias colações de grau (inclusive a minha) organizadas pela amada Professora."

Arquivo pessoal de Zé Luiz Alexandroni . Foto da colação de grau da turma de 1982

Por Zé Luiz Alexandroni


"Dai-lhe Senhor o descanso eterno. 
E que a luz perpétua a ilumine.
 Descansem em paz.
 Amém."