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domingo, 14 de outubro de 2018

Aos mestres com carinho

FELIZ DIA DOS PROFESSORES!

Por Julia Adeilda, 9º E

DIA 15 DE OUTUBRO DE 1947 FOI A DATA A QUAL HOUVE A PRIMEIRA CONFRATERNIZAÇÃO EM HOMENAGEM AOS PROFESSORES, LOGO, EM POUCO TEMPO, ESSA DATA TORNOU-SE OFICIAL E HOJE É O DIA QUE REAFIRMAMOS A IMPORTÂNCIA DE CADA UM DOS PROFESSORES QUE SE DEDICAM TODOS OS DIAS A ENSINAR SEUS ALUNOS.
NOSSOS PROFESSORES SÃO OS RESPONSÁVEIS PELA NOSSA FORMAÇÃO, ENCHEM NOSSAS CABEÇAS COM CONHECIMENTO, TIRAM AS DÚVIDAS QUE TEMOS, SEMPRE MUITO ATENCIOSOS.
NESSE DIA DOS PROFESSORES NÓS, DO JORNAL ÁGORA, GOSTARÍAMOS DE AGRADECER A  TODOS OS EDUCADORES DESSA INSTITUIÇÃO, POIS SER PROFESSOR NÃO É ALGO FÁCIL E TODOS SABEMOS DOS SEUS ESFORÇOS.

NOSSOS SINCEROS AGRADECIMENTOS AOS MESTRES:

ANA CRISTINA - PORTUGUÊS
IRENE - INGLÊS / PORTUGUÊS
MARIA GLORIA -INGLÊS / PORTUGUÊS
MARIA AUXILIADORA - PORTUGUÊS
KLEUSA - PORTUGUÊS
LUCIA - PORTUGUÊS
DANIELA - PORTUGUÊS
ANTÔNIA - ARTES
MARCIO - ARTES
SILVIO - EDUCAÇÃO FÍSICA
MARCOS TADEU - EDUCAÇÃO FÍSICA
VERA LÚCIA - EDUCAÇÃO FÍSICA
CIDA - HISTÓRIA
REGINALDO - HISTÓRIA
AILTON SOARES - HISTÓRIA
MARIA MUNHOZ - GEOGRAFIA
ADRIANA - GEOGRAFIA
ANTONIO - GEOGRAFIA
HUMBERTO - MATEMÁTICA
ELAINE - MATEMÁTICA
MARINA - MATEMÁTICA
VERA - MATEMÁTICA
AILTON ROSA - CIÊNCIAS
PAULA - CIÊNCIAS
FATIMA CRISTINA - CIÊNCIAS
ONEIDE - CIÊNCIAS
JOSÉ LUIZ - CIÊNCIAS
IVANILDO - INGLÊS
GRACIANE - INGLÊS
TARCISIO - CIÊNCIAS
JURDETE - GEOGRAFIA
ELAINE - COORDENADORA
MARIA - MEDIADORA
RAQUEL - SALA DE LEITURA
CONCEIÇÃO - DIRETORA
PEDRO - SALA DO ACESSA

  
 A TODOS OS PROFESSORES DA ESCOLA PLÍNIO PAULO BRAGA UM FELIZ DIA DOS PROFESSORES!



sábado, 22 de setembro de 2018

Viagem no tempo

     


    Para relembrar os velhos e bons tempos, nossa escola recebeu a ilustre presença dos ex-alunos do Plínio Jurandir de Araújo, Luís Oliveira e Denise Oliveira. Os encontros ocorreram nas aulas da professora Daniela de Língua Portuguesa com a colaboração da professora Raquel da Sala de Leitura e do professor Tarcísio de Ciências.  Os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar a partir dos relatos deles as experiências dos nossos estimados visitantes. Foi um momento indescritível o que tivemos: presente e passado trocando “figurinhas”, dialogando-se, uma fusão muito proveitosa para ambas gerações.

   Os notáveis entrevistados tiveram passagem na escola na década de 70, num tempo deveras distinto do nosso. Não somente a cronologia mudou... a sociedade, os costumes, os valores morais, os estilos de época e tantos mais ficaram no passado, dando abertura para novos saberes e perspectivas. 

    O encontro das gerações gerou algumas produções textuais, os textos são as memórias dos nossos entrevistados, contadas dentro da ótica dos alunos, ou seja,  em 1ª pessoa. Nossos estudantes tomam a liberdade de acolher a história para si, remontando-a dentro de sua impressão pessoal. Claro, com aquela pitada de “quem conta um conto, aumenta um ponto” ou nessa história é permitido “florear” o texto. 

   A realização da tarefa aqui apresentada demandou dos alunos contato durante 1 mês (agosto de 2018) com os textos dos finalistas das Olimpíadas de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro. Ouviram e analisaram várias histórias de outros estudantes para construírem suas memórias literárias.

   O objetivo da atividade era proporcionar o contato dos atuais alunos com os ex-alunos de gerações passadas, consequentemente, fazendo com que os novatos refletissem sobre a importância de cultivar as lembranças dos adultos, de valorizar a escola como ambiente central de sua trajetória de vida, de proporcionar o sentimento de pertencimento no ambiente escolar e de incentivá-los a buscar outras histórias para compreenderem o tempo presente. 

   Foram selecionados alguns textos para ilustrar essa atividade. Esperamos que possam desfrutar dessa nossa viagem no tempo.

Uma marca do passado

   Paro com o pega-pega e digo aos meus amigos "tchau", enquanto ando pela rua, rodeio cada árvore que vejo passar à frente. Ao chegar defronte a minha casa, bato três vezes na porta. Se não fossem pelos últimos brilhos radiantes do pôr-do-sol num céu limpo, eu conseguiria ver a luz vazar do lado de dentro da madeira e uma sombra escura cobrindo ela, era minha querida e amada mãe, Ana de Araújo, a melhor mãe do mundo. Quando entro, ela já tinha feito o arroz, feijão, carne cozida e algumas verdurinhas por cima, eu como e vou para minha cama dormir.

   Acordo cedo, coloco o uniforme, pego a lancheira que minha mãe já tinha preparado e vou para a  E.E. Prof° Plínio Paulo Braga.  A escola Plínio é boa para mim, eu sou um dos melhores, aprendo muito rápido, não me culpo por isso. Antes entrávamos pelo portão que ficava atrás da cantina, e íamos para a sala. Nesse tempo o monitor, atualmente inspetor dos alunos, pegava nossas  carteirinhas para carimbar a presença. Nelas também os professores colocavam nossas faltas. As horas passavam em minutos de vida, e, de repente, a sala é liberada para a saída, chego em casa e dou um forte abraço na minha mãe.

   Agora, nós seres humanos deveríamos saber e compreender que todos morrem uma hora ou outra. E disso tudo, aceitar.  

   Ao passar do tempo, eu cresci; envelheci; aprendi e também decidi que o que era ontem agora não é mais. Guardo uma marca no coração, na verdade, uma lembrança, minha amada mãe, que infelizmente, hoje está falecida. Lembro-me do gosto de sua comida. Hummmmmm! Ótimo sabor! lembro-me de todos os dias que acordava e via-a ali me esperando. 

   Quero agora deixar um recado para vocês crianças. "Amem mais, abracem mais, beijem mais suas mães, valorizem-nas, porque um dia elas podem não estar mais aqui"

   E o verde... o verde das árvores e das plantas que tinham naquele tempo que hoje não tem mais. Aliás estou certo de que me lembro de tudo, de tudo mesmo. E, é isso que deixa uma marca do passado, minha marca.


Entrevistado: Jurandir Araújo Cordeiro, 54 anos, ex-aluno de 1972 a 1979.
Autoria: Ygor Pabllo Santos Andrade Galvão, 7º B



Em minha época

  Há quanto tempo não venho aqui, que grande mudança! Em minha época essa era uma sala de aula, hoje sala de leitura. Para termos acesso aos livros só indo até o centro de Guarulhos com o destino à biblioteca, marcávamos com a galera e pegávamos o ônibus. 

   E o que aconteceu com o primário, ginásio e o colegial? Os uniformes também mudaram muito, antigamente era um grande avental branco com o símbolo da escola para os meninos, que no final do ano, normalmente o pessoal pedia para os colegas autografá-los, com o avental nos parecíamos com professores, imagine só! As meninas usavam saia plissada azul marinho ou preta, camisa branca, meião e sapatinho. As carteiras também modificaram bastante, no pretérito, eram feitas para caber duas pessoas, todas de madeira. 

  Recordei-me agora pouco de como tínhamos festas, teatro... Falando em teatro, como eu amo teatro! 

   No meu tempo de menina, as regras eram mais rígidas e tínhamos compromissos e estes deveriam ser cumpridos, como cantar o hino nacional em certos dias, por exemplo. Nós não possuíamos essas tecnologias que os jovens têm hoje: celular, notebook, tablet, computador... Brincávamos de tudo! Amarelinha, pega-pega, esconde-esconde...Que tempo bom aquele! Nossa Educação Física era separada entre meninas e meninos, éramos proibidas de jogar futebol, então era jogado voleibol. Os professores também eram separados para as meninas e para os meninos, uma mulher para as meninas e outro um homem para os meninos. Antes que eu me esqueça, as atividades físicas eram realizadas num quintal da casa de uma moradora num local próximo à escola ou no terreno de terra onde hoje é o estacionamento do Habib's, isso aconteceu até construírem a quadra. 

   Como tudo não são flores, sofri muito bullying, meu cabelo ia até a cintura, e eu era muito tímida. Por uns problemas, tive que raspá-lo. Eu usava um pano para cobrir minha cabeça, e os meninos puxavam-o para caçoar de mim, começavam a me chamar de tudo que apelido, isso me deu um trauma de Guarulhos muito forte, que me dava receio de vir até aqui, mas agora que retorno, nossa como está movimentado! A cantina mudou de local, foram construídas mais salas, e onde está a carteirinha?! Já ia até me esquecer, tínhamos uma carteirinha para confirmar presença, lá também ficavam nossas notas, e no final dela, um local como se fosse um e-mail, para enviar mensagens entre nós. Ah! Temos uma quadra coberta. Que novidade! Bem, do mesmo jeito, aqueles tempos não irão retornar.

Entrevistada: Denise Maria de Oliveira, 54 anos, ex-aluna nos anos de 1970 a 1978.

Autoria: Gustavo Busch Viana, 7º B


Obs.: outros textos serão inseridos, ainda encontram-se em processo de reescrita.


quinta-feira, 5 de julho de 2018

Diretor Elio Giunzioni

Vidas para recordar
     Elio Giunzioni fora um dos primeiros diretores da escola Plínio Paulo Braga. Nascera no dia 06 de novembro de 1927 na cidade de Casa Branca, município do interior de SP, conhecida como a capital da jabuticaba, indo a falecer na cidade de São Paulo no dia 31 de maio de 2001. No mesmo ano que principia o gestor da escola, viera ao mundo um dos mais influentes escritores brasileiros, Ariano Vilar Suassuna. O mestre Elio tornou-se uma grande personalidade à comunidade escolar assim como aos moradores do Taboão, reafirmando a força que esta era teve à sociedade.
       Nosso ex-diretor cursou magistério na década de 50 na Escola Normal de Casa Branca, instituição de ensino fundada em 1912. Logo após se formar, o Sr. Elio foi exercer o magistério na região de Guaraciaba (PR), local onde ele conhece Maria de Souza Prado natural de Morro Agudo, região Metropolitana de Ribeirão Preto (SP). Tempos depois eles firmam o compromisso de união matrimonial. Ambos lecionavam neste período numa colônia japonesa na mesma localidade.
      Nesta colônia, Maria de Souza Prado Giunzioni engravida, no entanto, devido às condições precárias do lugar,  ela acaba perdendo o bebê recém-nascido.Tempos mais tarde, ela engravida novamente, assim eles decidem deixar a colônia japonesa. 
     Regressem a São Paulo no município de Barretos onde permaneceram cerca de uma década. Nesta cidade, a Sra. Maria Giunzioni era funcionária da escola Fausto Lex e o Sr. Elio administrava uma escola num município próximo, Jaborandi.
      Em meados da década de 60, transferiram-se para Guarulhos, lugar onde o Sr. Elio exerce a função de diretor da escola E. E. Prof. Plínio Paulo Braga, sua esposa também trabalhava nessa unidade de ensino como assistente administrativa. Nesta escola permaneceram até a aposentadoria.
       Seu filho Fábio Prado Giunzioni estudou no Plínio nos anos de 1968 a 1971, deixando-nos seu depoimento: “Recordo-me muito bem das Professoras Adélia Doi Toba, Irene, Ofélia e muitos outros excelentes professores. Na minha época tínhamos festa junina, provas mimeografadas e o grande respeito e solidariedade que havia entre os professores, alunos e funcionários. Quando cheguei no primeiro dia ao colégio, estavam asfaltando a avenida Otávio Braga de Mesquita que terminava na praça 8 de dezembro. Em frente ao Colégio havia um mercadinho o qual os alunos compravam quitutes, salgadinhos na hora do intervalo. ”
   Em relatos de ex-alunos colhidos para a montagem do Memorial da escola, foi mencionado que Elio gostava que os estudantes estivessem sempre bem uniformizados, ele era conhecido por ser um homem que impunha respeito, sem ser autoritário, um grande exemplo àquela juventude. Há muitos relatos nostálgicos da época, momentos que serão lembrados por toda vida. 
     Anos mais tarde, o Sr. Elio é acometido por um câncer, a união do casal quase completa 50 anos quando o Sr. Elio Giunzioni falece em 31 de maio de 2001. Oito anos após sua partida, a Sra. Maria de Souza Prado Giunzioni vem a falecer em decorrência de problemas circulatórios aos 88 anos. Ela fora diagnosticada com Alzheimer, porém ainda mantinha o hábito de ler o jornal todos os dias em voz alta no seio familiar, não necessitando de óculos para tal. 
     Ambos partiram, porém permanecendo uma vigorosa trajetória de vida, deixaram imensa saudades nos corações de seus dois filhos Fabio Prado Giunzioni e Eduardo Prado Giunzioni (falecido em 2017), de seus dois netos Helena Truppa Giunzioni e Guilherme Truppa Giunzioni, da família, dos amigos e de todos que puderam ter a honra de conviver com eles na nossa escola. 

Fotos do arquivo da família Giunzioni

O diretor Elio, Sra.. Maria Giunzioni , Profa. Elaine , de vestido Profa. Ofélia, Profa. Nadir, Profa. Adélia e Prof. Toninha Zappa



Diretor Élio, Maria Giunzioni, Toninha Zappa, Fitinha, Francisca, Brandina, Antônia, (?) e Tina.








Agradecemos especialmente a neta do Sr. Elio Giunzioni, Helena Truppa Giunzioni, pela prestatividade e pela intermediação conosco a seu pai Fabio Prado Giunzioni. Os dois deram toda base desta biografia com a cronologia de vida do Sr.Elio e sua esposa Maria, além de disponibilizar suas fotografias do álbum da família.

Por Julia Adeilda e Daniela Santos 

terça-feira, 3 de julho de 2018


Reencontro dos ex-alunos e ex-professores do Plínio já tem data marcada

Por Ana Clara Gomes, aluna de 2018, 7º A

Em 2017 ocorreram os primeiros encontros dos ex-alunos e professores da E.E. Plínio Paulo Braga. O principal evento foi publicado em Jornais de Guarulhos, um deles a Folha do Ponto, no dia 29 de junho, edição 399, folha 04. Os vídeos deste acontecimento único estão disponíveis no Youtube e imagens, na página Amigos do “Plínio Paulo Braga”, o mesmo grupo que propiciou os encontros.
A ideia destas confraternizações partiu de dois ex-alunos: Luís e Margarete (Meg). Muitas frases como “foi uma volta ao passado”, “a emoção tomou conta” e “os velhos tempos foram lembrados” se destacaram.
No próximo semestre deste ano, o grupo se reunirá mais uma vez. O reencontro está  agendado para o dia 20 de outubro, das 11h às 23h no Centro Social da paróquia Santa Cruz. Terá churrasco (ex-alunos pagam taxa de 20 reais e levam 1 kit churrasco, acompanhante também contribui), DJ e muita conversa. 
Caso seu familiar seja um ex-aluno ou professor veterano da nossa escola, convide-o a participar desta grande experiência.
Para mais detalhes sobre a confraternização entre no grupo Amigos do “Plínio Paulo Braga” do Facebook e fale com um dos administradores ou diretamente com a Meg, promotora do evento, pelo número (11) 94258-4385.



sábado, 30 de junho de 2018

Sobre o Patrono

1958: uma mudança para ficar na memória

Por Julia Adeilda, aluna do 9E, turma de 2018. 



    A instigante história da E. E. Professor Plínio Paulo Braga começa em 1958 quando Sólon Borges dos Reis resolve prestar uma homenagem ao já falecido Plínio Paulo Braga. É importante ressaltar que o professor Plínio, ao contrário do que muitos pensam, nunca foi professor desta escola. O atual patrono teve sua trajetória em diversas escolas fora do município de Guarulhos, não interferindo na imagem que ele representa enquanto professor.
    Nascido no final do século XIX no município de Guaratinguetá, São Paulo, região do Vale do Paraíba, sede de microrregião, uma das subsedes da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte e um dos polos sub-regionais do Brasil litorânea de São Paulo. Filho de Zulmira Braga e Francisco Ignácio Braga. Conforme a historiadora e também ex-professora da escola, Marcelle Marques de Andrade, traça biografia do mestre Plínio relatando que ele se formou como professor na Escola Complementar de Guaratinguetá em 1906, iniciando sua carreira no magistério no ano subsequente em Ilhabela seguindo suas atividades como professor no litoral. Em 1915 foi convidado para ser o diretor da primeira escola estadual em Santa Cruz do Rio Pardo. Cinco anos após sua experiência profissional como diretor do Grupo Escolar de Santa Cruz do Rio Pardo foi nomeado o delegado de ensino em Catanduva e anos mais tarde exerce o cargo de Delegado de Ensino na capital paulista. Marcelle Marques de Andrade, destaca que além de muito dedicado a profissão Plínio era muito religioso, realizava trabalhos assistenciais ao lado de sua esposa dona Primitiva de Oliveira Braga, professora assim como ele. Plínio era um homem atuante naquele período histórico para a sociedade e com currículo profissional extenso. Deixa seu legado em 1958 quando vem a falecer.
    A misteriosa memória do professor Plínio não se acaba no fato dele nunca ter feito parte diretamente do processo histórico da escola. O material de sua biografia no acervo virtual é insuficiente, ou seja, apesar de Sólon Borges dos Reis o ter escolhido como homenageado não há informações concretas sobre sua trajetória de vida e profissional de forma diversificada, exemplo disso é a indeterminação da data de seu nascimento.
Segundo a análise de Thabatha Aline Trevisan em “Um estudo sobre os textos biográficos da “Galeria dos patronos de escolas” por Antônio D’Ávila (1980-1989)”, aborda os critérios usados para selecionar os patronos das escolas públicas . O parâmetro empregado em geral era de que o professor tinha de ser um modelo ideal a ser seguido, como se pode perceber nas palavras ditas pelo Antônio D’Ávila. “(...) para oferecer a juventude de hoje um modelo ímpar de dedicação absoluta ao estudo, de quem busca na exação de seus trabalhos escolares os fundamentos de vida dedicado à ciência e ao bem-estar do homem”. Thabatha Trevisan completa essas afirmações de D’Ávila com a crítica de que os biografados tinham a função de promover aos docentes “exemplos e estímulos a sua prática cotidiana escolar e como modelo a ser imitado pelos professores que, seguindo-os, esquecem-se da situação real de seu fazeres pedagógicos e de sua baixa remuneração, trabalhando em função de uma “missão divina “, de uma recompensa que “cairá do céu” e de uma forma possível de reconhecimento. 
    D’Ávila também contava com o Editor-Chefe do jornal, Sólon Borges dos Reis que era o responsável por escolher e encaminhar ao gabinete por ofícios as relações de professores considerados adequados ou exemplares para serem homenageados como patronos seguindo critérios como tempo de serviço prestado ao serviço público, os atributos morais, cívicos, religiosos e até mesmo aqueles que atingiram altos postos na administração pública. Sólon naquela época era presidente do Centro do Professorado Paulista o que facilitava a nomeação dos patronos. Quando Plínio veio a falecer em 1958 Sólon lhe prestou uma homenagem colocando seu nome no antigo Grupo Escolar do Taboão, que    passa a ser chamado E. E. Professor Plínio Paulo Braga.
   Coincidentemente nesse mesmo ano ficou conhecido como o “ano em que tudo deu certo” pelo jornalista Joaquim Ferreira, pois para ele, o país, anterior a essa data, passava pela angústia da transformação do Brasil rural para o país da modernidade. 1958 trouxe para o brasileiro episódios marcantes como o Brasil ser campeão da Copa pela primeira vez, João Gilberto lançou Chega de Saudades, o disco fundador da bossa nova. Nelson Pereira dos Santos inaugurou o Novo Cinema com seu primeiro filme Rio Zona Norte. O Brasil começava a fase da industrialização, deixando a era rural para trás na esperança do progresso. 
    Levando em consideração os aspectos observados sobre o professor Plínio Paulo Braga, compreende-se os motivos dele ter sido homenageado patrono da escola e que apesar deste grande mestre não ter participado diretamente da rotina da escola, ele nos deixou um grande legado: seu nome, e com ele sua importância. Sendo essencial que os alunos conheçam sua trajetória, não só para resgatar sua memória, mas também a fim de que as gerações futuras possam reconhecer na sua imagem a identidade da escola.


Para saber mais!

Pouco se sabe do patrono, sua cidade natal é Guaratinguetá, provavelmente o acervo sobre sua vida encontra-se nesta cidade.


 Coletamos alguns dados sobre o professor Plínio Paulo Braga:

  •  Documento de sua biografia (base): 

1. Galeria de patronos de escolas (26): Professor Plínio Paulo Braga. Jornal dos Professores, São Paulo, p. 7, nov. 1983.


2.  Pesquisa da professora Marcelle Marques de Andrade: http://aapah.org.br/2018/02/08/professor-plinio-paulo-braga/

3. 1958: uma mudança para ficar na memória. Por Julia Adeilda em http://jornalvirtualagora.blogspot.com/2018/06/1958-uma-mudanca-para-ficar-na-memoria.html

4. Thabatha Aline Trevisan em “Um estudo sobre os textos biográficos da “Galeria dos patronos de escolas” por Antônio D’Ávila (1980-1989)” em http://www.sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe4/individuais-coautorais/eixo02/Thabatha%20Aline%20Trevisan%20-%20Texto.pdf

  • Obra Publicada do Plínio:

BRAGA, Plínio Paulo. Programa Escolar Aritmética e Geometria. Rio de Janeiro. Francisco Alves, 1951.